quinta-feira, 19 de maio de 2011

quinta-feira, maio 19, 2011 - No comments

BBB: show de banalização

                       A qualidade da programação da TV aberta brasileira é bastante discutível, pois está recheada de programa sensacionalista, exibicionista, que explora a sexualidade, por interesse mercadológico, agredindo os valores éticos, sob o pretexto da liberdade de expressão. O “carro chefe” é o reality show (de quê?)   Big Brother Brasil da TV Globo.
                    O modelo de programa tem uma narrativa de novela com roteiro, elenco (escolhido por qual critério?) romance, vilões e “heróis”, e tem um diretor (Boninho) ordenando o que pode ou não fazer num determinado momento, como mostra alguns vídeos vazados no youtube. Ou seja, os participantes são manipulados. Os brodhers e as sisters têm de concorrer entre si por um prêmio milionário, encarando provas humilhantes: horas sem beber água, sem comer, sem fazer as necessidades fisiológicas, enquanto promovem uma marca de carro, de detergente, de cartão de crédito, de xampu, de refrigerante... A mershandisg é uma estratégia marcante da publicidade no programa.  Outra questão não menos intrigante é a contagem de votos: quem garante que os votos são destinados realmente para tal participante?
                  Os participantes convivem “enjaulados num zoológico humano divertido”, segundo o conceito do apresentador Pedro Bial (competente jornalista), o “domador” dos confinados. No programa exibido em horário nobre, não há incentivo ao conhecimento intelectual, à musica, à criatividade. Ao contrário, vê-se apologia ao alcoolismo, a promiscuidade, e na suposta tentativa de combater o preconceito contra trans/homossexuais, nordestinos e semi-analfabetos, acaba o disseminando. A classificação indicativa é para 14 anos, mas o horário é acessível para criança e passa cenas para maiores de 18.  A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão recebe todo ano centenas de reclamações contra o programa, como homofobia, incitação à violência, apelo sexual, inadequação no horário de exibição e violação da dignidade humana. O Ministério Público advertiu a emissora e a CNBB alertou-a devido o nível do conteúdo do BBB.
                     O sucesso de público e marketing do BBB movimenta milhões de reais para a emissora, que chega a lucrar mais dinheiro por paredão do que o prêmio final do “herói vencedor”. A emissora segue a conveniência mercadologia: lucrar com propagandas. Milhões de reais que poderiam reverter em construção de casas populares, creches, hospitais, para beneficiar os verdadeiros heróis que labutam todo dia e sobrevivem com um salário mínimo (o trabalhador brasileiro), vai para os cofres da TV Globo. Não quis pressupor que a emissora tenha de cumprir um papel inerente ao Estado. É apenas uma reflexão, uma hipótese.
                    Depois de algumas semanas de bizarrices, exposição da vulgaridade e cenas de promiscuidade, eliminados um a um, o programa chegou ao final com três finalistas. A mais nova famosa, milionária da vez é a atriz e suposta garota de programa, Maria (conforme mostram vídeos vazados na internet). A “heroína” ganhou um milhão e meio de reais, por escolha do voto popular, supostamente, e entra na lista dos famosos que são tratados como celebridades globais e bajulados como artistas renomados, até começar a próxima edição...
                   
               
                       Entre todas as edições, esta teve a menor média de audiência, que vem caindo a cada ano. O modelo de programa está defasado. Por isso Boninho, diretor do BBB, garantiu no inicio do ano que este seria diferente, para tentar retomar o ibope: “chega de Ice, bebida de criança... agora é Power, pra haver mais intriga. Esse ano ta liberado para brigar, pode saí no tapa”. Mas, a estratégia fracassou... Segundo o jornal “Extra”, a Globo fechou com a produtora detentora do formato até 2020. Certamente vão tentar mudar o jogo, sob o risco de baixar ainda mais o nível. Alguém duvida?
                  Assisti ao programa é um direito de cada um. Aliás, programa desta categoria é mantido por que tem público assistindo. A maioria ou parte dos telespectadores tem preferência por conteúdo populesco, pelo vulgar (fofoca, intrigas pessoais). A TV brasileira está saturada e demasiada destes gêneros. É uma forma de entretenimento. No entanto há outras formas proveitosas e interessantes de se entreter...
                     O convívio de diferentes personalidades seria um atrativo do relaity. Porém é um jogo, não se pode concluir que o individuo está sendo de fato ele mesmo, pois age (atua) como jogador, afinal há dezenas de câmaras por toda casa.  Portanto não é tão consistente o argumento de que o BBB “ajuda a entender o comportamento humano”. Afirmo com veemência que o programa não é educativo, não é cultural. Logo, pode ser considerado inconstitucional, uma vez que o código 221 da Constituição obriga as emissoras veicularem conteúdos informativos, artísticos, culturais e educativos na programação. O programa copiado por outras emissoras (Casa dos Artistas – SBT, A Fazenda – Record, e Busão do Brasil - Band ) evidencia o interesse das emissoras comerciais: o que agrada ao publico e resulta em milhões de reais, tem que se manter no ar. Ou seja, a televisão (empresa) é um suporte dos modos de produção capitalista, (através do poder de influencia) e da indústria cultural (alienação).
                    Por isso que o discurso neoliberal da livre escolha: o telespectador tem o controle nas mãos, o controle remoto - está insatisfeito muda de canal - não é justificativa convincente, pois o nível de qualidade da programação da TV brasileira está no mesmo patamar, salvo raras exceções.  Programas educativos, informativos e culturais que primam pelo fomento do aprendizado, por valores éticos, estão em emissoras pequenas, de pouca audiência (TVE, TV Cultura, Futura) ou passam em horários inconvenientes (para o telespectador mais exigente) nas grandes emissoras, que exploram uma concessão pública para veicular conteúdo inescrupuloso e questionável, como este reality show de banalização.                  


segunda-feira, 9 de maio de 2011

segunda-feira, maio 09, 2011 - No comments

DESCASO DO GOVERNO WAGNER

Amanda dos Santos Teles
Graduanda do curso Ciências Farmacêuticas - UEFS


 
O nosso querido governador Jacques Wagner, eleito com 60% de votos (o meu, o seu voto, os nossos votos!), colocou uma pedra na divulgação do que está acontecendo com nossas universidades estaduais. Em completo descaso com o nível superior na Bahia, ele paga um dos piores salários do Nordeste aos professores universitários, mas manda o reitor de uma das maiores universidades públicas do estado dizer que o professor ganha em média 7 mil reais, que 7 mil reais, pro interior, é bom, né? O jornal A Tarde, em vez de investigar a respeito, simplesmente publica, como se faz numa matéria paga!

O professor que ganha 7 mil (brutos) é aquele em fim de carreira, que já tem no mínimo 20 anos de universidade, que tem 40 horas, dedicação exclusiva, que já permaneceu dois anos como auxiliar  A, dois anos auxiliar B, estudou dois anos para ter mestrado, permaneceu dois anos como assistente A e mais dois anos como B, fez de quatro a cinco anos de doutorado, esperou uma vaga de adjunto, ficou dois anos como adjunto A e mais dois anos como adjunto B, pleiteou uma vaga de titular, orienta projetos, dá aula...

Então, esse professor recebe 7 mil de salário! É um excelente salário! Principalmente em comparação com um funcionário da justiça ou do executivo que mal tem graduação e recebe igual ou melhor do que ele. Mas 70% dos professores das nossas universidades estaduais não ganham 7 mil, nem brutos nem líquidos.
Para piorar a situação, eis que o governo aprova um decreto que acaba com a independência das universidades.

Na prática, além dos baixos salários, as UEBAs sofrem corte de verbas, o que impede a contratação de professores substitutos, impossibilitando a saída dos docentes para qualificação, e ainda sofre com a alteração no regime de trabalho de professores que não podem pedir Dedicação Exclusiva - provavelmente porque o governador considera um luxo "desnecessário" o docente se dedicar unicamente à universidade e ganhar por isso. Porém, tanto o governador quanto o secretário estão nas TVs locais todo dia dizendo que o decreto "não impede o crescimento das UEBAs e nem a saída de professores para qualificação", pois os processos estão sendo "vistos um a um" e liberados "na medida do possível".

Só faltou dizer que quem estiver com "painho" está com Deus. É o nosso coronel carioca, agora, sem barba!

Além disso, corta gastos com cursos, seminários, capacitação e treinamento dos servidores públicos, água, energia, xerox, telefone, ônibus e demais veículos da universidade, assinatura de revistas e jornais. Ou seja, além de ter que lidar com péssimas estruturas, materiais de qualidade duvidosas e um descaso completo para com os nossos queridos mestres, agora ele quer inibir a divulgação disso. O nosso governador carioca quer que nós, baianos, esqueçamos dos nossos estudos e que sejamos apenas escravos do sistema, que não tenhamos consciência sobre nossos atos. Quer que sejamos apenas ferramentas para aumentar a renda do estado e diminuir a nossa capacidade de, nas próximas eleições, reduzir os 60% de aprovação a 6% - como foi feito com outros carlistas que investiram tanto contra a educação que hoje, coitados, não conseguem se eleger a nada!

NÃO FIQUE QUIETO, NÃO DEIXE O GOVERNO NOS ALIENAR. ISSO NÃO É UMA CRÍTICA PARTIDÁRIA, É UMA CRÍTICA AO COMPLETO DESCASO DO NOSSO GOVERNO COM OS NOSSOS ESTUDOS. OS PROFESSORES, MESMO COM OS SALÁRIOS CORTADOS, PERMANECEM EM GREVE. SOMOS ESTUDANTES E QUEREMOS A VERDADE!



Amanda dos Santos Teles
Graduanda do curso Ciências Farmacêuticas - UEFS

sábado, 7 de maio de 2011

sábado, maio 07, 2011 - No comments

Terrorismo x Imperialismo

                A morte de Osama Bin Laden, líder do grupo extremista Al QAEDA, anunciada pelo presidente Barack Obama, virou manchete em todo o mundo, motivou comemoração nos Estados Unidos, revolta e protesto no oriente islâmico. Osama teria sido morto numa operação da policia especial da marinha ianque numa mansão onde estava escondido o terrorista a 100 km da capital ( Islamabad ) do Paquistão, aliado dos americanos na luta contra o terror, mas que não ficou sabendo da planejada operação, para não sabotá-la, alegam os americanos, que violaram a soberania paquistanesa.

              O governo dos Estados Unidos não divulgou fotos do corpo de Bin Laden, que teria sido jogado no mar, o Paquistão alega que o proprio guarda costa do terrorista teria o matado, para não deixá-lo sucumbir pela ação americana. A popularidade do presidente americano subiu 11 %. Esses fatores e as versões distintas suscitam duvida quanto a veracidade do fato. Mas os próprios integrantes da malicia islamita e os aliados confirmam a sua morte. Para os radicais islâmicos, Bin Laden é um mártir da jihad ("guerra santa") contra o imperialismo americano. A rede extremista, responsável pelos atentados de 11 de setembro que deixaram quase 3.000 mortos nos Estados Unidos, promete que "o sangue" de Bin Laden "terá sido derramado em vão e que isso será uma maldição para os americanos e seus agentes".
              Na operação, os soldados encontraram informações secretas dos terroristas, como um plano de atentado contra Washigton no 10º aniversário dos ataques às torres gêmeas. Os terroristas estariam aprofundando pesquisas em bio-terror, que consiste na disseminação estratégica de vírus e bactérias letais em ataques. O mundo ocidental está em alerta, pois os membros da Al Qaeda e do grupo aliado Taliban garantem vingar a morte de Osama. Enquanto Barack saúda e parabeniza os soldados da marinha, vários protestos são organizados no mundo árabe em homenagem ao líder extremista.
              Os Estados Unidos, tal como num filme de faroeste hollywoodiano, são tidos como heróis. Mas, não são o quanto querem parecer. Durante a Guerra Fria, o exercito dos ianques se aliaram aos Talibans, milícia afegã, cedendo armamentos de guerra e treinando aos soldados rebeldes na batalha contra os soviéticos, em 1988. Depois os deixou de lado, pois já que os objetivos foram alcançados, ou seja, até quando forem convenientes, manteve-se a parceria. Mais tarde tiveram  que guerrear na invasão do Afeganistão, contra os guerrilheiros que eles armaram com fuzis e tanques de guerra. invadiu o Iraque, sob o pretexto de haver arma nuclear, com apoio de grupos anti Sadam Hussein (atropelando ordens da ONU) matando civis, inclusive crianças. Porém o interesse que estava por trás das trincheiras, era movimentar o mercado bélico, reconstruir  as cidades destruídas, através de empresas americanas (que bancam campanhas eleitorais), e principalmente apropriar-se do petróleo existente na região.
           O terrorismo tem de ser combatido, pois milhares pessoas inocentes são  vitimas da violência brutal, da intolerância fundamentalista religiosa, que suplanta de forma radical e extrema os direitos humanos. Porém, os americanos também ameaçam a autonomia de outros países, impõem com sua  força militar os seus “valores democráticos” em regimes considerados autoritários, intervindo na soberania dessas nações, promovem guerras tribais para vender armas. Os únicos inocentes nesta historia são os civis que morrem sem culpa alguma nesta batalha incessante causada por interesses políticos e econômicos, e não apenas pelo fundamentalismo islâmico, ou por diferenças ideológicas, culturais.

sábado, 12 de março de 2011

sábado, março 12, 2011 - No comments

REDETV! ??!!!!

O presidente do Clube dos 13, Fabio Koff, anunicou ontem que a Redetv!venceu a licitação para transmissão dos jogos do Campeontao Brasiliero de Futebol, para o trienio 2012-2014. A emissora vai desembolsar 516 milhoes de reais por ano, mais de 1 bilhão e meio nos tres anos de contrato.

Mas, e a Globo? E a Record? Bem, desde que o Corinthians se desfiliou do Clube dos 13, para negociar os direitos de transmissão separadamnete com as grandes emissoras. Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo e Santos, resolveram fazer o mesmo, embora não se desligaram da entidadade. Assim Record e Globo, desistiram de entrar no processo licitatorio. Resultado a Redetv! disputou sozinha a licitação.

De acordo com a proposta, a emissora terá que pagar imediatamentea, 20% do valor anual,  aos clubes filiados. Vamos aguardar a postura da Globo, que certamente não deixará de transmitir o futebol, já que é mexe com milhoes de reais em patrocinio, devido a grande audiencia que obtem. A record provavelmente irá se mover para isso também. O torcedor brasileiro ficará satisfeito, caso as tres emissoras possam transmitir os jogos. Serão mais opções, jogos diferentes. Vale ressaltar que  a Redetv! pode revender os direitos de transmissão. A Band, normalmente efetua esta compra de retransmissão.Para a Globo, essa possibilidade é menor, pois  perderia a autonomia. A Record, supostamente não teria interesse de apenas retransmitir, pois briga pela 'liderança de ibope' com a emissora carioca.

quarta-feira, 9 de março de 2011

quarta-feira, março 09, 2011 - No comments

CF 2011: preservar a natureza pela vida no planeta


                     Desde a Revolução Industrial, a poluição do meio ambiente cresceu gradativamente. Depois, com a consolidação do capitalismo, houve um maior numero de desmatamento de floresta pelos grandes pecuaristas e latifundiários. Os rios e os lagos estão poluídos devido o lançamento de esgotos, dejetos industriais e muito lixo espalhado pelo consumo desenfreado, como reflexo do crescimento populacional desregulado e da urbanização aleatória das grandes metrópoles.
                      Todo contexto de poluição e degradação da natureza, resultou num conjunto de mudanças climáticas do planeta, chamado de aquecimento global. As geleiras estão derretendo (risco de inundação para cidades litorâneas), não é mais novidade o registro de tempestades, furacões, ciclones onde normalmente não ocorriam. As ondas de calor, os aumentos da temperatura provocam desequilíbrio nos ecossistemas, e centenas de espécies animais e vegetais estão sendo extintas. A emissão de gases poluentes pelos transportes e indústrias, reflete no efeito estufa, ou seja, forma-se uma camada na atmosfera que impede a dispersão dos raios solares, tornando a Terra mais quente.  Portanto, a natureza reage à ação do homem.
                   Os países se reúnem em conferencias e propõem soluções, ou pelo menos apontam medidas para minimizar a situação. Cientista e estudiosos mostram pesquisas que comprovam as mudanças climáticas. O consumo equilibrado e responsável, a menor taxa de emissão de gases, o uso de energia limpa e renovável, o rodízio dos transportes nas grandes cidades, são alternativas apresentadas neste novo século. Na prática, nota-se que ainda há resistências devido o interesse do mercado, do sistema capitalista, dos países ricos. Mas, o problema, considerando sua proporção, requer medidas concretas de longo prazo e uma mobilização maior para reduzir a poluição, que avança há quase dois séculos, e se não controlada, pode reduzir as condições de sobrevivência das gerações futuras.
               Para isso, é necessário, desde já, começar um processo de educação para um consumo equilibrado, responsável e para o respeito ao meio ambiente. Ambientalistas, ativistas e instituições lutam com veemência no combate à poluição. Entendendo a importância de conscientizar a comunidade cristã na importância da preservação ambiental, e tratar o assunto (político e social) pelo viés da religião, com fundamentação teológica, a CNNB - Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil – lançou a Campanha da Fraternidade de 2011, que teve início nesta quarta-feira de cinzas, 09 de março, e se estende por toda quaresma, com o tema: Fraternidade e a Vida no Planeta”, com ênfase para as mudanças climáticas, sob o lema: “A Criação Geme Como em Dores de Parto”. No dia 17 de abril, domingo de Ramos, acontece a Coleta da Solidariedade.Trata-se de uma arrecadação em dinheiro em todas as dioceses do Brasil, a fim de destinar os recursos para projetos referentes as propostas da CF. A principal estrategia é mobilizar a Igreja e a sociedade para agir, denunciar responsabilidades, e apontar alternativas no que tange os problemas socioambientais.
            A preocupação politica e social (desta vez ecologica), é a marca da Campanha da Fraternidade, que busca a cada ano abordar temas abrangentes e de interesse coletivo, e assim praticar os principios Cristãos de fraternidade, de justiça  por melhores condiçoes de vida. Este ano levanta a bandeira da preservação, uma cultura que vem cresecendo no mundo todo, mediante a alteração climática e a degradação da natureza, provocada pela poluição do ar, da água e do solo, elementos essenciais à vida no planeta.

terça-feira, 8 de março de 2011

terça-feira, março 08, 2011 - 2 comments

MULHER BRASILEIRA




“Mulher brasileira”

Ah!!! Mulher brasileira,
Negra, branca, mulata.
Morena, india ou loira.
Tu és mulher guerreira.
  Conquistou seu espaço
  Na luta pela liberdade.
  Na sociedade machista
  Busca a igualdade.



Por direitos iguais
Contra a violência
Lei Maria da Penha
Defensora da Paz.
Mulher que joga bola
Porém feminina,
Mulher moderna
Mulher menina
                     
Dona de casa, mãe.
Submissa ou autoritária.
Empresária, política
Doméstica ou secretária.



 
                                                         
   Maquiada ou não
   De silicone ou natural
   Admirável sedutora,
   Bela intelectual.




Por: Teones Araújo Carneiro

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

quinta-feira, fevereiro 10, 2011 - No comments

Até quando o jornal impresso vai perdurar?




                      A partir da invenção da imprensa por Johann Gutenberg, por volta de 1450, tornou-se possível a produção em massa de cópias de livros. A tecnologia desenvolvida pelo inventor alemão marcava o inicio da Revolução da Imprensa. O invento é considerado o mais importante do período moderno. A prensa móvel de Gutenberg representou um avanço imensurável para a humanidade, principalmente na área da Comunicação, sobretudo na disseminação de conhecimentos através da escrita.

Gutemberg

                   A tipografia tornou-se uma tecnologia bastante útil para publicação de noticias, anúncios comerciais e propagação de ideais políticos, principalmente por iniciativa da burguesia, que percebeu o potencial do jornal como fonte de lucro. Assim surgiram os primeiros jornais impressos. Durante a Baixa Idade Média, em Veneza, a publicação era vendida por uma gazeta, moeda local.
                   A Revolução Industrial proporcionou uma expansão significativa e importante para os impressos, consolidando a massificação da produção e distribuição. Neste contexto, os governos bancavam parte das empresas jornalísticas com o objetivo de angariar prestigio junto à burguesia e a população leitora. Do mesmo modo, os opositores usavam o meio para direcionar criticas ao governo e rechaçar informações, embora com menos recursos.  
                   Depois da descoberta e evolução da tecnologia elétrica, o rádio surgiu como a grande novidade das Comunicações no fim do século XIX e inicio do XX. O aperfeiçoamento da transmissão sonora por meio de ondas eletromagnéticas tornava o meio de comunicação mais viável, pratico e moderno nessa época. Quando o rádio começava a se popularizar, pois era artigo de luxo da burguesia, da classe média alta, nas primeiras décadas, a televisão surgiu como uma invenção que superaria o aparelho radiofônico, cobiçado pela as classes menos escolarizadas e analfabetas que não usavam os jornais e revistas para se informar e se entreter.
                     O advento da TV, na década de 50, colocaria a existência do rádio à prova, uma vez que perdera investidores, anunciantes e os artistas mudaram para a “nova onda”. Porém, o rádio passou por transformações estruturais e de conteúdo, assegurando sua permanência e preferência enquanto meio pratico e bastante útil, com o surgimento dos modelos portáteis, sobretudo  por permitir que se ouça enquanto se faz outras atividades do dia-a-dia. Apesar de perder ouvintes que se tornaram telespectadores, mediante o crescimento econômico e industrial, que contribuiu na popularização da TV, o rádio se sustentou, contrariando o argumento dos que apontavam o seu fim. Os jornalistas por sua vez, continuavam com o publico fiel, leitor.  O nível de escolaridade da população melhorou notavelmente, e isso acentuou a produção de jornais e revistas. Outro fato não menos relevante, é consolidação do capitalismo enquanto sistema econômico predominante, movendo o eixo da publicidade e da propaganda, aumentando as receitas dos jornais, nas sociedades (cada vez mais) consumistas.
                      Criada com o intuito de interligar instituições militares e de pesquisa do governo americano, a internet avançava na década de 80, passando a formar uma rede mundial de computadores. A partir dos anos 90, as empresas comerciais, percebendo sua força como ferramenta de interação, negociação, pela praticidade, modernidade e rapidez do correio eletrônico, começavam a utilizar, marcando o inicio de uma nova era da informação. Na mesma década, as empresas de Comunicação, rádio, TV e jornais impressos, abraçaram o novo meio, acompanhando os avanços da tecnologia digital.
                    No início deste século, a internet tornou-se aliada dos meios convencionais, implicando no processo de convergência de mídias. Jornais, revistas, rádios e TVs, produzem suas versões on line. O barateamento do computador, paralelo ao melhor poder aquisitivo da população, propiciou o acesso de milhões de pessoas à internet. O mundo tornaria, (virtualmente) numa “aldeia global”, como diria o sociólogo canadense Marshall Mcluhan, já na década de 60, quando a televisão evidenciava o progresso tecnológico da informação. Desta vez a web “encurtou” as distancias geográficas. Os fatos importantes ocorridos do outro lado do globo são noticiados via internet praticamente em tempo real, e vice versa.
               Assim como o rádio estava com a existência ameaçada, a discussão (polêmica) atual, alimentada por profissionais, empresários da área, estudantes e especialistas, diz respeito ao provável fim do jornal impresso. Os jornais digitais têm inúmeras vantagens em relação ao convencional: mais interativos,  baixo custo da produção, atualização das noticias acessadas de forma instantânea, consulta a edições anteriores, classificados on line. Se o leitor internauta quiser uma versão da web em papel, basta imprimir. Mas editores de grandes grupos de Comunicação e especialistas acreditam que o impresso sobreviva à era digital, sendo usado de forma complementar. Uma mudança de conteúdo seria a solução para os jornais continuarem nas bancas, pois contaria as noticias em detalhes, uma vez que a TV, o rádio e Web, contam de forma resumida e objetiva. A interface do impresso permite ao leitor visualizar as matérias de forma rápida e eficiente. Outra situação que favorece é a condição de dobrar e levar o jornal para onde quiser, sem precisar de carga elétrica para funcionar. Por mais que seja avançada a tela de computador ela não tem essa condição.
                   Uma tendência evidente é a diminuição de leitores de jornais impressos, devido o grande crescimento de acesso à mídia digital. No Brasil, 46,1% da população lê jornal, segundo uma pesquisa encomendada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom). Desta percentagem, 24% lêem diariamente, e 30% lêem uma vez por semana, pelo menos. Este número de leitores vem caindo gradativamente. Os jornais do país faturaram R$ 1,65 bilhão com publicidade, segundo o grupo Meio & Mensagem. Porém, estima-se que daqui três décadas os jornais impressos deixarão de circular, e não serão mais um meio de comunicação de massa, apenas serão relíquias ou talvez arquivos dos leitores saudosistas.
            O editor chefe do renomado jornal americano “The New Work Times” admitiu publicamente que vai deixar de circular sua versão impressa até 2015. Por aqui já não há versão em papel deste jornal, apenas on line. Acredito que o meio impresso perdure por muitos anos. Enquanto haver leitores dispostos a folhear um jornal, investidor interessado em anunciar, não há duvida que sobreviva na era digital (aliado da web) e na sociedade da informação, pois editores e jornalistas empenhados e dispostos a conduzi-lo não faltarão. Embora a perspectiva futurista anuncie a extinção deste secular meio de Comunicação, é um equivoco apontar o fim do jornal impresso, prevendo a leitura das ultimas edições. O tempo nos responderá a indagação do titulo deste artigo. Quem viver verá